10/10/2019 08h49 - Atualizado em 10/10/2019 08h52

Sistemas de localização ajudam a definir até políticas públicas

REPOST - Publicado em 09/10/2019 às 05h00 em A Gazeta

A intensificação da revolução tecnológica passou a se tornar mais presente no cotidiano e trazer benefícios para a sociedade. Os avanços da microinformática, o telefone celular, o advento da internet discada à evolução da banda larga, as tramas e anéis de fibras óticas e os smartphones são exemplos de inovações tecnológicas das últimas décadas.

Nesse prisma, as geotecnologias e os Sistemas de Informações Geográficas (SIGs) também são enquadrados como inovações relevantes. Tais sistemas são constituídos por uma série de programas e processos de análise, cuja característica principal é focalizar o relacionamento de um determinado fenômeno da realidade com sua localização espacial.

Principalmente nos últimos 20 anos, os SIGs estão favorecendo a popularização de soluções úteis para o nosso dia a dia, tais como os aplicativos de transporte urbano, de delivery por bicicletas, de georreferenciamento e de roteirização. Para que essas soluções funcionem efetivamente é essencial que as bases cartográficas de cidades, Estados e do próprio país estejam padronizadas e disponibilizadas adequadamente.

As bases cartográficas analisadas pelos SIGs para soluções cotidianas também são tomadas como referências espaciais para o desenvolvimento e aprimoramento de políticas públicas nas áreas da educação, saúde, segurança pública, meio ambiente, agricultura e desenvolvimento econômico.

O Sistema Integrado de Bases Geoespaciais do Estado do Espírito Santo (Geobases) cumpre o papel de gerenciar a Infraestrutura de Dados Espaciais (IDE), bem como propiciar a transparência ativa e disponibilização de bases cartográficas e navegadores de SIGs que interessam as organizações públicas e privadas, comunidade acadêmica, imprensa e sociedade civil.

O decreto de criação do Geobases é de 1999. Nos últimos 20 anos, vários profissionais, dentre eles Leandro Feitoza, um de seus maiores colaboradores, contribuíram para consolidar a mencionada ferramenta como uma solução inovadora e pioneira.

Desde sua criação, o Geobases esteve sediado na Secretaria de Economia e Planejamento (SEP), Casa Civil, Instituto Jones dos Santos Neves (IJSN) e Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper). Por conta de seu potencial interdisciplinar e multissetorial, no início de 2019 voltou a ser sediado no IJSN. Essa movimentação estratégica, promovida pelo governo do Estado, contribuiu para a consolidação do Geobases 2.0.

Tal projeto contou com o trabalho integrado do Incaper, IJSN e Instituto de Tecnologia da Informação e Comunicação do Estado do Espírito Santo (Prodest). O Geobases 2.0 foi recentemente lançado e disponibilizado à sociedade com o propósito de possibilitar consultas e pesquisas espaciais de modo mais dinâmico e intuitivo. Esse avanço mantém o Espírito Santo em uma posição diferenciada no âmbito das geotecnologias.

Pablo Lira

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