30/12/2017 15h41 - Atualizado em 30/12/2017 22h20

Novo centro de pesquisa Embrapa Territorial é inaugurado em Campinas

Cerrados, Macrologística agropecuária e Áreas de preservação da vegetação nativa dentro dos imóveis rurais brasileiros serão objetos dos três principais sistemas de inteligência, monitoramento e gestão da Embrapa Territorial para os próximos anos

O novo centro de pesquisa da Embrapa foi inaugurado em 11 de dezembro, em Campinas, SP, pelo ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Blairo Maggi. A unidade resulta da unificação e integração de três instituições: o Grupo de Inteligência Territorial Estratégica, a Embrapa Gestão Territorial e a Embrapa Monitoramento por Satélite.

A inteligência territorial é uma das cinco prioridades da Embrapa para o futuro, mas não pode se resumir a um acúmulo de dados, ressaltou o chefe-geral. Mais do que big data, o desafio é gerar o que chamou de right data. “Ou seja, analisar os dados e produzir a informação, o dado que a pessoa precisa, na hora que ela precisa, no lugar onde ela está para tomar decisão”, explicou.

Mudanças

O presidente da Embrapa, Maurício Antônio Lopes, disse que a inauguração da Embrapa Territorial faz parte do processo de reestruturação da Empresa. Lembrou que a instituição nasceu com foco nos processos produtivos dentro das propriedades rurais, mas tem visto a necessidade de ampliar sua atuação. “Agora, nossa empresa é pressionada e desafiada a olhar para além dos limites das fazendas, a olhar para o território”, afirmou.

Um dos trabalhos de inteligência, monitoramento e gestão territorial desenvolvidos pela Embrapa mais citados durante a cerimônia foi a recente análise dos dados do Cadastro Ambiental Rural (CAR), que revelou uma área de 20,5% do território brasileiro dentro das propriedades rurais com vegetação nativa preservada.

Encerrando a cerimônia, o ministro Blairo Maggi atestou a capacidade de geração de informação qualificada pela equipe do centro de pesquisa. “Eles podem gerar as informações que vão ajudar o governo e a iniciativa privada a tomar decisões”, assegurou. Além da análise dos dados do CAR, Maggi destacou o estudo da macrologística da agropecuária brasileira, “não na visão de onde as estradas estão passando, mas onde elas deveriam passar”. “A macrologística está mostrando que, muitas vezes, se pensa em grandes linhas férreas ou grandes extensões de estradas, mas, se você ligar, com 100 quilômetros, uma estrada na outra, você tem um escoamento de safra muito interessante”, exemplificou.

A Embrapa Territorial prevê divulgar o estudo da macrologística da agropecuária brasileira em fevereiro de 2018. Na cerimônia de inauguração, também foi apresentado o GeoSocial – “Inclusão Produtiva no seu Município”, sistema de inteligência desenvolvido para o Ministério do Desenvolvimento Social. A ferramenta permite a organizações privadas, prefeituras, e outros órgãos de governo avaliar, em base territorial, a pertinência e os resultados de recursos gastos em programas sociais tendo em vista as necessidades das populações.

GeoInfo na Embrapa

A Embrapa oficializou, em 4 de dezembro, a criação do Comitê Gestor da Infraestrutura de Dados Espaciais. O grupo tem como função principal a implantação da plataforma GeoInfo na Empresa. Sua criação é fruto do projeto IDE-Embrapa, que consolidou uma proposta de processo para a gestão dos dados espaciais e da geoinformação produzidos pela Empresa e sua disponibilização para a sociedade por meio de uma plataforma na internet (GeoInfo).

O GeoInfo é baseado na solução GeoNode, criada para a construção de Infraestruturas de Dados Espaciais (IDE) e composta por sistemas de código aberto. O GeoNode também foi escolhido pelo Geobases para sua reestruturação.  

O Comitê tem à frente a analista Daniela Maciel, da Embrapa Territorial. Também participam analistas e pesquisadores da Embrapa Informática Agropecuária, da Embrapa Florestas, da Embrapa Solos, da Embrapa Tabuleiros Costeiros e da sede da Empresa.

Com informações da Embrapa

Por MundoGEO | 17h01, 20 de Dezembro de 2017

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